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quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Capítulo 14


Arrependi-me no momento a seguir. O rapaz que me parecia ter uns 20 anos apoderou-se de mim como se eu fosse um boneco. Agarrou-me e apertou-me contra ele como se eu fosse a coisa mais importante para ele. Sabia que devia faltar menos de um quarto de hora para aquilo acabar mas não suportava. Olhei para a Cris e pedi-lhe ajuda, mas ela devia estar demasiado entretida com o Filipe que não reparou.
Quanto mais o tempo passava, mais sentia a minha essência a desaparecer, a ser sugada. A música mudou e a dança mudou.
Aí senti-me usada. Ele aproximou-se, conseguia cheirar o seu perfume que era uma mistura de álcool e tabaco que me sufocava. Ainda se aproximou mais e ultrapassou todos os limites… Começou a roçar-se em mim, prendeu-me de tal maneira que não descortinei maneira de conseguir sair daquela posição.
Estava com medo, acho que qualquer pessoa que me olhasse realmente nos olhos, conseguia ver isso.
Não soube o que fazer, estava perdida, e com demasiado medo para reagir.
Queria fugir daquele pesadelo. Aquele pesadelo que tomou conta de mim e não me deixava partir, tirou me a essência e tudo de aceitável que havia dentro mim.
E… Acabou. Este largou-me lentamente e tinha uma expressão de vitória na cara, reparei que me estava a olhar muito atentamente como se só agora se percebe-se de quem usara. Mas mesmo assim pediu-me um beijo. Num momento de pânico, medo e insegurança só fechei os olhos. E senti, senti me a morrer. Agarrou-me e juntou os seus lábios aos meus. Aquele que me acabara de tirar tudo.
No meio da multidão só tive tempo de procurar pelo Rui e este estava especado a olhar para mim.
Corri o mais depressa que pude para  a casa de banho e lavei a cara e principalmente os lábios muitas vezes. Mas mesmo assim olhei ao espelho e senti vergonha de quem estava a ver naquele momento.
Tranquei-me na casa de banho e chorei. Reparei que depois a Cris veio chamar-me e pensei que já toda a gente devia saber da minha auto-destruiçao.
Sai e corri para os seus braços. Nunca a tinha visto tão preocupada. Mas senti-a segura como se já não soubesse o real significado dessa palavra à muito tempo. Não consegui-a parar de chorar e a foi a vez da culpa tomar conta de mim.
Não conseguia ir lá para fora e enfrentar aqueles que confiavam em mim, os que se interessavam e se preocupavam…

Mas tinha, e mal me consegui recompor minimamente, foi enfrentar aquilo que seria  a minha morte.

Capítulo 13


Nessa noite íamos à discoteca da universidade. Não só nós, mais sim a nossa universidade toda e ainda mais outra…
-Ei, oh Cris, não me apetece nada ir!
-Porque tona? Vai ser fixe, vamos estar lá a dançar com mais pessoas…
-Eu sei! É aí onde está o problema… Eu não danço! Muito menos com outras pessoas ao lado!
-Oh Oceana, não vais ficar lá num canto, por amor de deus! Eu sei que tu dizes sempre isso no início mas depois acabas por te divertires mais que todos nós! – Disse ela e piscou-me o olho.
Até era verdade, mas tinha um mau pressentimento hoje… Mas pronto, fomos jantar mais cedo que nos outros dias, e voltamos ao nosso apartamento, arranjamo-nos todas e depois de muitas trocas de roupas lá acabamos todas janotas! “Oh eii! Let’s go party, Oceana!”Não é que não tivesse o espírito de participar, mas só o facto de pensar de ir dançar não me animava. Sempre fora um pé de chunga e então a  vontade era nula…
- Então Oceana, estas pronta para arrasar na pista de dança?- Disse o Filipe já a gozar comigo e a partir-se a rir. E correu para junto da Cris antes que eu lhe desse uma. “Aqueles dois são mesmo perfeitinhos” pensei.
E chega-mos à disco. Eram cerca de 8.30h e fomos um dos primeiros grupos a chegar, senão os primeiros.. Mas nem tinham passado 15 minutos e a pista de dança já estava quase cheia… No início ainda tive coragem de ir mexer o rabo um bocadinho mas à medida que aumentavam as pessoas sentia-me menos à vontade… “Estranho… Não devia ser ao contrário?!” E foi para a mesa onde estava o Rui, o Filipe, o filho da prof. e a Teacher.
-Então já te cansas-te? Eu estava a gostar de te ver a mexer! – Disse o Rui à medida que me aproximava e ele fez o gesto com a mão na cadeira para me sentir à sua beira.
-Já! No meio daquelas dançarinas todas pareço uma pata.- E deixei-me cair na cadeira e o Rui puxou-me para a sua beira, e pôs-me o seu braço nos meus ombros. Não estava com nenhuma vontade e só são 9 horas da noite.
-Não te preocupes, daqui a 2 horas já podemos ir embora daqui- E olhou para mim e piscou-me o olho.
 Fez-me sentir melhor mas estar ali não me ajudava.
Passaram os minutos e fiquei mais próxima do Rui rimo-nos, conversamos e distrai-me, até gostei de estar ali! Mas as raparigas foram nos buscar para dançar…

Não me sentia confortável, mas fui. Estive mais perto da Cris e estávamos a ser constantemente bombardeadas por perguntas mal estruturadas em inglês para dançar-mos é claro que não parava de olhar para o Rui e veio – me parar ao ouvido que ele queria dançar comigo mas quando o procurei vi-o e não estava sozinho, e isto ativou em mim um pequeno lado vingativo e mal disse à Cris isto ela empurrou-me para um tipo e, naquele momento deixei-me levar…

Capítulo 12


-Sabes Oceana, quero dizer -te uma coisa que ainda não me saiu da cabeça. A verdade é que … - Não estragues nada - Disse-lhe ao mesmo tempo que lhe pus o dedo nos lábios. –Tu sabes o que eu disse de manhã: Que queria ir com calma a verdade é que calma foi coisa que nós não tivemos à pouco.
-Eu sei pequena, mas eu também sei que me queres tanto como eu te quero, neste preciso momento! Eu gosto mesmo... Mesmo de ti e quero-te agora! Quero-te comigo, quero momentos também como à bocado que só intensificaram as coisas entre nós.
-Oh Rui! Espero que não fiques chateado comigo mas a verdade para além de tudo o que já disseste é que eu quero ir devagar…- E levei aos mãos à cara…Não sabia o que dizer, queria dizer tanto mas nada parecia certo! 
-Ok, Oceana eu percebo e se é isso que queres, eu respeito…- E abraçou-me fez-me sentir melhor, embora não o suficiente. E fomos embora...
Mas o que ele disse, cumpriu. Voltou tudo ao primeiro dia, às conversas divertidas as empurrões a picar, às gargalhadas verdadeiras e a sermos amigos in love. Toda a gente já devia ter reparado na diferença da não diferença, porque afinal conseguimos esconder o que se tinha passado nos últimos dias: os beijos e abraços apaixonados os sorrisos  intensos que embora não tenham mudado simplesmente diminuíram… Para continuar com tudo de sempre, não sabia se me havia de arrepender da escolha que tinha feito, se devia reconsiderar , ou até optar pelo outro caminho. Tinha tantas dúvidas mas tantas certezas quando estava com ele…
Os dias foram passando as aulas das 9h ao 12h, os passeios ou atividades das 15h às 18h, o jantar das 20h às 21.30h e o convívio à noite. Consegui ligar-me mais às raparigas, ficamos mais juntas mas nunca me consegui afastar do Rui era quase que impossível…
Assim chegou Sábado, logo de manhazinha apanhamos o subway e fomos passar o dia ao centro de Londres, foi mágico! Aquilo é realmente algo diferente, envolvente e espectacular! Visitamos Madame Tussauds com aquelas esculturas em cera… Foi espectacular! “Era bom, se fosse na vida real, aí dava me o click!!”
Mas tarde nesse dia fomos à famosa Oxford Street. “A rua era algo!!” Todas aquelas lojas, todos aqueles cantinhos, todas aquelas bandeiras e até as montras nos deixavam a todo fascinados.
Mas ainda nesse dia pouca gente comprou pois na semana seguinte iriamos outra vez, já com mais tempo.

Depois desse dia voltamos ao campus. Durante essa tarde não falei com o Rui mas também não senti necessidade… Mas nessa noite houve uma reviravolta, uma raiva que cresceu dentro de mim, e uma atitudede minha inconsciente fez-me chorar a noite toda, nunca houve tanto arrependimento dentro de mim, como nessa noite. Ouvi da prof., tive o apoio da Cris que não me largou a noite toda e não consegui olhar sequer para o Rui depois da atitude que tive…

Capítulo 11


Eu também aproximei-me dele e pousei a cabeça no seu ombro e ele rodeou me com o seu braço forte e quente e do nada começou se a rir. Pus um sorriso nos lábios e perguntei o porquê de ele estar assim…
-Sabes é que nos não podemos estar aqui assim sozinhos…
-Ninguém sabe, e nem tamos a fazer nada, todos pensam que eu ainda estou indecisa a escolher a roupa. Quando aparecer assim…, Credo! - E rimo-nos, abracei-o e ele retribui. Não me cansava de pensar e sentir o quão forte e segura ele me fazia sentir. O quão quente e calma me transmitia e sorri, sorri para mim pois isto era algo que eu desejava. Num pulo levantei e ele pediu-me a mão e ao tentar levanta-lo inutilmente caí em cima dele e ele começou-me a  fazer  cócegas mas consegui fugir. Desci as escadas do apartamento a correr e estava prestes a chegar à porta e a abri-la para ganhar aquela ‘corrida’ quando ele consegue impedir-me de abrir a porta. Virei-me e ele estava a penas a alguns centímetros de distância de mim.
O meu coração começou a bater demasiado depressa e estávamos os dois bastante ofegantes depois de tamanha corrida e rimo-nos.
-Afinal não consegues escapar-me, Oceana. – E dito isto aproximou-se devagar e começou-me a beijar o pescoço lentamente causando-me arrepios. Fechei os olhos e aproveitei. Era uma sensação fantástica, senti-me desejada. Ele continuou e subiu, começou a beijar-me a pontinha do nariz e rimo-nos os dois, avançou e começou a beijar-me o canto da boca e já com a respiração normal ambos aproximamo-nos. Ele olhou para mim, puxou-me pela cintura e eu rodei-o pelo pescoço, com isto os nossos lábios estavam a escassos centímetros. Ele aproximou-se e os nossos lábios tocaram. Separaram-se, eu sorri e beijei-o. Foi quente suave e intensificou. Os nossos lábios começaram a mover-se em sintonia e tive uma sensação nova de desejo aceso. Queria-o mais que nunca. Só eu e ele. Num mundo diferente, num mundo nosso. Mas não podia ser… “Oceana! Nem penses continuar esse pensamento!” Ele deve ter reparado que eu fiquei demasiado tensa que me parou de beijar e afastou-se para me olhos bem nos olhos, e ficou à espera de uma explicação.
Não sabia o que dizer àqueles olhos azuis ficaram demasiado aflitos, queria dizer que realmente gostava dele mas que queria ir devagar embora por outro lado queria ficar agarradinha a ele o resto do tempo. Portanto em vez que lhe dizer alguma coisa. Aproximei-me e agarrando a sua cara angélica nas minhas mãos, beijei-o suavemente, ele apertou-me e gemeu. O que me fez ficar ainda mais agitada, ele intensificou o beijou. As nossas línguas tocaram-se a as suas mãos andavam a passear pelo meu corpo. Eu queria mais dele, agarrei o cabelo da sua nuca e ele trincou-me o lábio inferior. Paramos os dois, nenhum conseguiu estabilizar a respiração nos segundos que se seguiram, as mãos dele pararam na minha cintura e ele afastou-se com um sorriso tímido mas de conquista.
Num movimento de preocupação abri a porta e comecei a sair do prédio. Chamei-o e disse-lhe que estávamos bastante atrasados que era melhor ir-mos rápido.


A meio do caminho ele parou-me e olhou para mim…

Capítulo 10


Essa noite fez-me chorar por várias razões: Primeiro porque estes sonhos pareciam me tao reais que até me assustavam; Segundo porque estava-me a preocupar demasiado, isso era uma coisa que eu odiava em mim; Terceiro estava a afastar pessoas de que eu gostava.
Nunca me tinha sentido tão morta nos últimos dias. Eu não estava a viver, estava simplesmente a sobreviver.
Fui à cozinha do apartamento, fiz um chá, comi umas bolachas e voltei para a cama, depois de pensar seriamente no que iria fazer na manhã de Terça seguinte e como iria começar um novo período da minha vida.
-Oceana! Despacha-te o pequeno-almoço fecha daqui a 15 minutos! Anda-la temos de ir para as aulas. Estamos todos à tua espera! – Acordou-me a Cris aos gritos!
-Eh lá, tem calma, vão vocês que eu já vou. Só me vou preparar e já vou ter ao pequeno-almoço.
Disse isto e levantei-me, estava com um sono, não tinha conseguido dormir nada mas sentia-me bem… “Estranho.”
Tomei um pequeno banho, vesti qualquer coisa, pus o rímel e estava a sair do quarto quando reparei que o Rui estava lá fora, sentado no chão, com a cabeça entre as pernas. “Vais ter de o enfrentar, mais tarde ou mais cedo…”
E então fui, não preparei nada para dizer, iria ser, como saísse no momento… Só isso.
Abri a porta e ele olhou para mim, tinha estado a chorar, tinha aquele olhos azuis mais salientes que nunca devido ao vermelho que os rodeava. Não sorriu para mim, mas também não parecia zangado, só triste, e isto partiu o coração. Fui ter com ele, abaixei e abracei-o, ficamos assim algum tempo, enquanto ele acalmava a respiração. Depois decidi enfrenta-lo, mas antes que ele disse-se alguma coisa decidi dizer o que me vinha no coração naquele momento:
-Olha, Rui, eu sei que tenho sido bastante parva contigo, já deves ter reparado que muitas vezes parece que sou bipolar mas a verdade é que eu simplesmente sou bastante sentimental, e se calhar, tal como tu quero estar o maior tempo possível contigo, tu és-me especial, estes dias tem sido muito intensos, mas eu tenho sempre um lado racional comigo, que me impediu de seguir o que sinto até agora. Mas há sempre algo que nos acorda, e nos diz que Vida é só uma, e eu quero vive-la! E agora Tu estás incluído! Mas preciso que vás devagar, e se for para me magoar prefiro que mo digas já!
Ele olhou para mim com aqueles olhos intensos que só me davam vontade  de o beijar e tirar-lhe aquela  tristeza!


-Sabes Oceana, isso é a última coisa que eu quero, tu não imaginas o que eu sinto! Mas eu compreendo também o que tu sentes e o porquê de agires assim. Eu chamo-lhe medo… Mas não precisas de ter medo, fofinha- E com isto aproximou-se…

Capítulo 9


-Oceana!! – A Cris mandou um berro que me chamou a atenção e me pôs parva a olhar para ela.- Para com isso! Ele não te quer comer! Vê-se acordas e percebes o que se passa! O moço andou atrás de ti o dia todo, ainda não te conhece a 100% mas está a aturar estas tuas birras! Já não tens 8,9 ou 10 anos tens 15 anos, rapariga! Sabes acho que estas naquela altura em que te começas a importar mais em ter um namorado ou alguém que te acarinhe do que propriamente teres uma baby-sitter sempre a tomar conta de ti! Tens de saber desenrascar-te, se gostas do moço diz-lhe, se não gostas diz-lhe também, e se tiveres algum problema com alguma coisa podes falar connosco mas só caso ainda não tenhas percebi o moço tem um interesse por ti. O Rui gosta de ti, Oceana. Começa-te a valorizar um pouco mais, começa a preocupar-te mais contigo e não com o que os outros pensam. Sabes não sou os outros que vão estar a viver a Tua vida nem a fazer as Tuas escolhas, és tu! Portanto pensa bem no que te disse, vamos dar uma volta, falar mais calmamente, distrairmo-nos um bocado porque depois a Teacher quer falar connosco sobre os resto da semana, antes de irmos jantar.
Dito e feito. Explicou-nos como iria ser o resto da semana: as atividades, as visitas, as aulas todas as manhãs, os momentos de convívio, as regras, etc. e passamos o resto da noite a conversar. Durante essa noite fiz os possíveis para não ter de enfrentar o Rui, estava a ser uma fraca, mas nessa noite depois de tao longo dia, não me sentia preparada para o enfrentar, ter mais uma conversa que não sabia que fim iria tomar, não sabia qual seria o destino, e é algo de que eu tenho bastante receio. Por um lado, se seguisse o coração queria passar estas duas semanas numa paixão profunda, numa história que iria recordar como perfeita e simplesmente adolescente mas verdadeira, por outro lado “Sim, tu ainda tens cabeça” e um lado racional e uso o mais possível porque eu ligo ao que outros, de um escalão acima (pais e família), dizem, importo-me com que eles pensam e como poderiam reagir a algo menos bom.
“Gostava de viver a minha vida verdadeiramente sem ter de pensar no certo ou errado, no que devo ou não devo e no que pensam, porque afinal a vida é minha”. E fiquei com este pensamento na cabeça…
Depois de um pequeno convívio com o resto do pessoal do campus, fui dormir à espero de que algum sinal viesse até mim, eu precisava desse sinal… Mas em vão, acordei na manhã seguinte, preparei e fui com a Cris e o resto do pessoal para as aulas, almocei, visitei novos sítios e depois do convívio fui dormir, isto durante dois dias. A tentar perceber o que devia fazer, obvio que o Rui insistia comigo, mas eu consegui arranjar sempre alguma desculpa para ir para o meu quarto. Mas durante uma noite de sono que eu estava a espera de que fosse normal, sonhei. Sonhei algo que me fez ‘acordar’ para a vida. “E a meio do sono também, com tamanho susto!”
Sonhei que os meus pais morriam num acidente de carro, e como eu odeio estes sonhos! Sonhei que eles me tinham deixado uma pequena carta também que dizia assim:


“Querida filha, nem sempre acabamos como queremos nem com tudo dito, mas a única coisa que quero que sigas agora, é o teu coração, quero que sejas feliz, que vivas a tua vida ao máximo, embora com cabeça, pois nunca sabemos quando iremos ser precisos noutro lado. Eu e o teu pai, fomos chamados para ir lá para cima com o dever de vos observar e vos tentar orientar na vida, portanto não fiques triste, iremos ver-te a crescer, iremos ver as cabeçadas e a tua aprendizagem logo a seguir, princesa! Beijinhos de quem te ama muito. Pais”

Capítulo 8


-Mas que raio..? – Acordei toda rabugenta! Odeio que me acordem com água ou Gelo!!
-Oh Oceana minha vida, era só para ter a certeza que estavas viva, mon amour! – Disse ela a gozar comigo e mal me levantei ela pisgou-se do quarto e quando estava prestes para irmos fazer de cão e gato aparece-me um camelo à frente. “Mas um camelo bem giro…!”
-Pronto, queres falar não é? Entra e fecha a porta, mas já devias saber que não é permitido estarmos os dois sozinhos no mesmo quarto, Rui. – Disse-lhe. Sentei-me na cama e estava preparada para tudo o que ele quisesse dizer mas ele abraçou-me do nada e deixou-nos cair na cama. Assim abraçados numa pequena eternidade de tempo. Estava com a cabeça em cima do peito dele e ele abraçava-me pela cintura. As nossas respirações estavam em sintonia e foi então que me deixei simplesmente estar, sem qualquer preocupação. Ele ia me fazendo festas que me deixavam muito mais relaxada e despreocupada, ele fazia-me bem.. Começava na cabeça lentamente descia pelo pescoço, criando-me arrepios e descendo até o fundo das minhas costas. Isto inúmeras vezes e então depois de um longo tempo disse-lhe com um sorriso nos lábios:
-Quem me dera ficar ‘in this moment forever’… -Disse com um sorriso nos lábios.
 Ele virou-se de maneira a ficarmos frente a frente e sorriu, fiquei maravilhada com a calma que ele transmitia e o bem que me fazia, fechei os olhos mas algo inesperadamente suave e quente beijou-me, por segundos foi a melhor sensação … mas isso fez-me ficar demasiado alerta e tensa. Levantei-me o mais depressa que pude e peguei a Cris que estava no corredor a falar com o Filipe, ainda antes de sair da secção dos quartos de raparigas ouvi o Rui a chamar-me, mas não queria saber.
Desci as escadas sempre a agarrar a Cris e depois de andar uns 2 minutos sempre num passo acelarado de modo a ficar o mais longe que podia de todos, encarei a Cris e comecei-lhe a fazer um interrogatório:
-Onde está a Teacher?
-A falar com os instrutores.
-Tu já sabias que o Rui estava lá?
-Sabia.
-E porque é que querias que ele falasse comigo?
-Porque ele me p…
-Ele pediu-te? E porquê?- Interrompia.
-Porque ele quer cont…
-Eu não o percebo! Porque é que ele me esta sempre a tentar beijar?! Ainda é só o primeiro dia está à espera que no final o quê? Eu lhe faça um filho?! –Perguntei toda enervada.



Pessoal? *-* Gostava de saber o que é que acharam até agora, para saber se devo fazer mudanças ou não. Brigada :3

Capítulo 7


Estava a sair da cantina e já sentia demasiados olhos em cima de mim, portanto decidi ir para o quarto. Mandei uma mensagem à Cris a dizer-lhe onde estava para não ficar preocupada e para avisar a Teacher que eu só estava cansada da viagem. Mas na verdade só queria organizar as ideias… Não sabia bem o que fazer, nem se quer tinha bem percebido que ele me tinha tentado beijar! Eu só o conhecia há menos de um dia! Podia ser super simpático e querido e eu até podia ter tentado dar-me bem com ele e ele já queria avançar?! Se uma pessoa é antipática é porque o é, mas se não e lhe damos a mão agarram-nos o braço! Não é que eu não o achasse engraçado era só que não fui educada assim! Não me sentia bem comigo mesma e ainda mais porque quanto mais o afastava de mim mas me apeteciam aqueles olhos azuis. Deixei-me cair na cama e fechei os olhos e pôs os phones. E pôs uma música que embora pareça infantil me traz muita força… ‘We Can’t Back Down’, pôs no máximo, adormeci e parece que acordei num outro planeta... e viu-o, o Rui, ele estava no meu sonho e começou a falar enquanto escrevia num caderno:
-“Hey, não sei o que se passa comigo, conheci só hoje uma rapariga e já tenho uma enorme vontade de passar o resto do tempo com ela. Ela parece que me ilumina, tu sabes que não é qualquer uma que me toca mas ela é tudo o que sempre quis e parece que tem tanto medo quanto eu de avançar, mas eu tanto manter firme e tentar simplesmente mostrar-lhe que gosto dela. Parece irreal estar a dizer isto quando ainda só a conheci hoje mas ela parece… tão ela. Oceana, o nome dela… Não é lindo? E o que mais me aflige é que só tenho 2 semanas para estar com ela, e parece-me tao pouco quanto são duas semanas numa vida..”
Decidi sair dali e continuar a ver o resto, parei e vi o meu grupo na cantina, estavam a rir-se e a almoçar todos juntos como uma família… De facto não me sentia bem, parecia que me estava a afastar daquilo que tinha vindo cá fazer. Conhecer Inglaterra mas também as pessoas à minha volta! Senti-me mal, parecia que me tinha fechado no meu mundo sem querer saber dos outros, o que sentiam e o que pensava mas eu era assim, preferia não saber o que estes pensavam sobre mim do depois me ir abaixo… Mas pensei melhor.. Porque raio é que eu me sentia assim? De facto ligava mais ao que os outros pensavam do que eu pensava. Mas esses outros tinham grande poder sobre a minha vida e grande confiança em mim e eu não gostava de deixar essas pessoas desiludidas comigo,.. os meus pais… Mas também não queria ficar sem viver a vida, pois é a única que tenho!!
Continuei a tentar não ter de enfrentar agora com essa realidade e vi.., mas não consegui ouvir, numa outra divisão, a Cris e o Filipe e falarem muito próximos… “Estes sim parece que vai resultar..” E vi o primeiro beijo deles, ele aproximou-se muito devagar e pondo-lhe a mão na cintura aproximou-se e os lábios deles juntaram-se.
Fiquei feliz por eles. Aquele enigmático rapaz parece que, pelos vistos, foi o escolhido dela….
“Mas espera lá isto não é só um sonho? Ou será realid..” E acordei com alguma coisa fria na cara….

Capítulo 6


O resto do dia foi passado comigo e com a Cris a falarmos. Embora não tínhamos conversado sobre isso acho que ambas achamos no final daquela conversa que nos estávamos a atirar de cabeça para alguém com quem nem sequer 24 horas passamos. Provavelmente não tivemos a atitude mais correta, depois de lhes demonstrar mos tanta confiança e até grande parte de nós e agora simplesmente ignorá-los o mais que podíamos. Mas durante aquele almoço ‘nosso’ não podiamos deixar de observar e comentar…
-Já não percebo, num momento parece que só querem estar contigo e não te deixem, no outro já estão ali a falar com mais trinta mil todos sorridentes….- Disse eu a olhar para onde eles e elas estavam.
-Oh Oceana não comeces com uma crise de existência! Se eles não sentem a nossa falta, nós também não! Nós já lhe demos a grande oportunidade de nos conhecerem, se não gostaram do bife que vão a outro talho.- Mal ela disse isso parti-me a rir, mas ela tinha razão, tinha-lhe mostrado a minha essência, o que eu era, se calhar, pela primeira vez na minha vida a um desconhecido, portanto se não dá, paciência! “Paciência o tanas! Eu sei o que é que tu estás a sentir, algo que se chama atração e que se tiveres cuidado de desenvolver, se transformara em amor…”
-Tens razão, vamos mas é buscar a sobremesa para depois ver-mos quem é que anda pelas redondezas!- “Sempre a mesma, não ei-de mudar a minha opinião agora, não é?..”
Fomos buscar a sobremesa enchi um prato cheio de manga e pêssego e quando a Cris já estava a ir para a mesa lembrei-me de ir buscar um chocolate quente, se calhar não era bem a altura mas eu adoro chocolate quente! Estava com o prato na mão e só tinha a outra. Estava a tentar tirar um copo do monte e não estava a conseguir foi então que alguém me tocou na mão e puxou o copo gentilmente e o pôs debaixo da máquina do chocolate…
- Humm, obrigada Rui. – Disse.
-Só isso? – Perguntou-me. – Eu sei que não me conheces à muito, nem eu! Mas embora não te conheça sei que estas um bocado diferente, deixas te de me falar, de estar comigo e ainda pareço mais tono a dizer isto porque só falamos esta manhã! – E depois ficamos em silêncio, não sabia o que dizer. – Eu acho é que estou a ficar maluco não percebo porque é que estás a agir assim comigo, fiz te algo de mal? – Sabia que eu era a culpada de aquilo estar a correr assim, foi uma decisão minha. “Decisão estúpida, óbvio!” E não o posso chamar traidor se fui eu quem o afastou. “Pessoa Estúpida, óbvio!”
Não sabia o que dizer, baixei a cabeça e fiquei a ver o chocolate quente a encher o copo. Ele levantou-me a cabeça e aproximou-se…foi então que ouvi o barulho de algo a pingar e virei-me, tirei o copo de chocolate quente o mais depressa que pude, circundei-o e fui para a mesa.
Tinha a certeza que a Cristiana tinha visto aquilo e comecei a abrandar só me apetecia estar sozinha e pensar bem nas minhas atitudes, o que fiz até agora e o que devia ter feito. Deixei o prato de fruta em cima de uma mesa, peguei no meu chocolate quente e fui dar uma volta pelo campus…

Capítulo 5


Antes de conseguir responder a esta pergunta, alguém parou à minha frente. Olhei para ver quem era… era só um Grande Bocado maior que eu!!
-Oi- Disse o rapaz a sorrir… tinha um sorriso mesmo perfeitinho, ai!
-Olá! És o Rui?
-Sou, Oceana.- Disse a rir-se. Até pensei que ele estava a gozar comigo.- Desculpa estar a rir-me, mas é que pareces mesmo surpreendida, sabes é que já estive a falar com o meu irmão que por sua vez falou com a tua amiga..
-Ah, sendo assim estou mais descansada, pensava que eras algum tipo de ‘mind reader’ – E quando acabei de dizer isto, vi como parecia uma real parvinha. Mas não interessa ele riu-se o que é bom. Continuamos a falar durante a viagem de autocarro, falamos de tudo e de nada, falamos de cada um, o que é e não é e do que gostaríamos de ser, falamos de um mundo de fantasia e de como uma realidade dura e fria podia mudar uma pessoa. Ficamos mesmo a conhecermo-nos bem. Chegamos ao campus da Universidade de Reading e deixaram nos escolher os quartos individuais desde que de um lado ficassem as raparigas e do outro os rapazes. Dito e feito. Fomos escolher e obvio que fiquei o mais pertinho da Cris quanto podia.
-Então para quem parecia que queria casar com Cristo, parece-me que já estas a fugir do altar!- Disse ela a rir-se. Mandei-lhe com a almofada mas falhei.
-Parva, nós só conversamos um nico…
-Ya ya isso é porque tu não tens noção que só passas te as últimas duas horas a falar com ele…
-DUAS HORAS? R U FCKING KIDDING M?!!- Fiquei parva comigo mesma, aquilo só me pareceram  20 minutos, perfeitos e sem momentos silenciosos constrangedores. Parecia que já o conhecia à séculos, todos aqueles sorrisos trocados entre nós e olhares profundos…
-Sim, e parecia que te estavas a dar muito bem com ele…-Disse a Cris.- Conta-me então!?
-Nem sei, tipo demo-nos mesmo bem. Ele é super querido comigo mas não comeces a fazer filmes já! E tu e o Filipe?- Estava a tentar mudar o assunto. Não é que não quisesse falar sobre isso, só não queria falar sobre isso agora..
-Ele é super querido comigo, mas a maneira de pensar dele confunde-me. Não o entendo muito bem embora ele se tente explicar…-Nesta altura estavam a bater à porta e a dizerem-nos que era hora de ir almoçar na cantina com o nosso grupo. Ganhamos as duas coragem e fomos, desta vez somos simplesmente nós, sem começar com filmes porque o que a partir de agora acontece-se era puro destino. E não é fácil, para não dizer impossível, mudar o nosso destino…

Capítulo 4


-De facto, Cris, nem são muito feios mas eu acho o mais velho muito mais bonito do que o outro.
-Oh, isso é porque tu preferes sempre mais velhos. Eu cá não sou esquisita.- E chegamos à beira do nosso grupo a rirmo-nos. Ninguém percebeu porquê mas também não estava numa de partilhar. Seguimos para ir buscar as malas e foi aí onde eu e o ‘mais velho’ chamemos assim trocamos os primeiros olhares e sorrisos.
E de repente, apeteceu-me ir à casa de banho e a Cris veio comigo…sempre a resmungar
-Agora que eu já estava a criar laços com o Filipe, dá-te a vontade de ires à casa-de-banho.
-Para tudo! Tu já socializas-te? E não me dizias nada?- perguntei-lhe e fiquei a olhar para ela.
-Tu estavas demasiado entretida a mandares sorrisinhos ao Rui… - Disse ela a rir-se para mim.
-Eu a mandar lhe sorrisinhos?! Mas espera… Já sabes só nome dele? Já estás num grau de tanta intimidade com ele para andares a perguntar pelo irmão dele?- Disse eu enquanto eu me partia a rir e ela vinha atrás de mim a dar-me umas chapadas no braço. Entrei na casa de banho e ela começou a falar.
-Ele é que veio falar comigo. E sabes outra coisa que também reparei as outras parecem estarem com um ódio de nós, chiça! Eles são os únicos dois rapazes de quatro de jeito. Porque o outro é o filho da Teacher e até pode ter 50% de beldade nele mas ninguém se vai meter, e o outro é o rapaz mais nerd que já vi na minha vida sem querer por ninguém a baixo, mas tou a falar com muita sinceridade.- Saí da casa de banho e estava a lavar as mãos quando saí uma mulher da casa-de-banho e eu a cris olhamos uma para a outra. Ela ficou um pouco aflita mas eu lembrei…
-Oh tona, achas que alguém nos vai perceber, isto já não é Portugal. We’re are in London, Baby.- E mal disse isto ela partiu-se a rir.
-Vamos lá fazer mais uns ciúmes. Não sejas tão tímida, há que mostrar a nossa natureza.
-Que é?
-Garantir a continuidade da espécie humana!
-És mesmo estúpida!!- Disse eu a rir-me e desta vez fui eu que fui atrás dela. Mas mesmo antes de alguém nos conseguir ver. Paramos. E continuamos a andar normalmente como se nada tivesse acontecido. Olhamos uma para a outra a rirmo-nos. Ela piscou-me o olho e pôs-me a língua de fora. E foi ter com o Filipe. “ E eu vou pensar com a cabeça ou simplesmente me deixar ir?”

Capítulo 3


-Não, não sabia… mas sabes se são giros? Que idade é que têm? São de onde então? Vão estar a viagem toda connosco? Já chegaram?
-Eh lá Oceana, acalma a passarinha! – Disse ela a sorrir.
 -Tá bem eu exagerei um bocado e provavelmente não vão passar de conhecidos mas só queria saber, diz me lá, chata! – Insisti, nós já nos conhecíamos à três anos mas ela para mim era minha irmã estávamos quase sempre juntas. Mas gostava que estivéssemos ainda mais vezes.
-Ok, deixa-me ver se ainda me lembro das perguntas todas… Bem, se são giros… dizem que são  engraçados mas que o mais velho, que tem 17 anos, é mais e o outro vai fazer 16 na altura em que estivermos em viagem. Acho que são de Gaia e sim vão estar a viagem toda connosco para ficarem só por conhecidos, trenga!
-Pois tá bem, não comeces com filmes, sabes bem que provavelmente eles têm namoradas, ou que visto que são tão velhos nem querem saber de ‘pitas’  como nós!
-Oh Oceana, não tentes arranjar desculpas para não os conheceres, não vais ficar renegada, nem freira nesta viagem, estamos aqui é para nos divertir, não quer dizer que os vás conhecer mas também não comeces já a fazer filmes, a tua mãe não vai saber, vão ser as Nossas 2 Semanas Secretas e Perfeitas e cheias de diversão, tona!
-Tens razão, lá estou eu com os meus filmes!
Preparamos tudo antes de entrar mos no avião, e entrámos neste sem a nossa Teacher e sem os rapazes. Pelos vistos eles tinham adormecido e estavam atrasados, passados uns 10 minutos sem vermos alguém entrar ou sair, o avião descolou! Fiquei surpreendida, tínhamos partido sem eles? Fiquei aflita mas a Cristiana disse com um sorriso maroto que se isso tivesse acontecido ainda ia ser melhor!
Bem passamos a viagem toda a falar de como iria ser, o que iriamos fazer, de todas as malandrices e parvoíces.
Passado uma hora e tal, o anião aterrou. Saímos todos no final para ver os nossos companheiros e onde estaria a Teacher. E estava eu e a Cris a descer quando esta me deu um mini empurrãozinho e me disse para olhar para a frente.
E ali estavam todos à nossa espera… (pois tinha-me esquecido de dizer, eu sou a pessoa mais atrasada do mundo…)

Capítulo 2


“ Claro que não, Oceana! É só um rapaz. Pareces mesmo desesperada!” De facto, embora eu estivesse a precisar de alguém especial na minha vida, e embora o rapaz fosse mesmo lindo e parecia super querido, não era razão para já lhe querer ir a correr pedir o número. “ É sim!”
- Bem mãe, vamos mas é embora rápido.”- É melhor antes que esteja mesmo a ficar maluquinha.
Mal chegamos a casa, a minha mãe preparou-me uma surpresa que eu não estava nada à espera! Quando cheguei ao meu quarto estavam uns papéis em cima da minha cama. Quando abri fiquei híper mega contente que comecei logo a saltar fui a correr e enchia de beijinhos.
- É bom que aproveites bem estas últimas duas semanas em Londres, sem nós.- Disse me ela a sorrir. E sim, ela tinha me dado o passaporte e o bilhete de avião para a tão desejada viagem a Londres com o meu instituto que eu lhe andava a pedir desde o início do Verão.
Bem os restantes dias foram a preparação de tudo, não pode deixar de contar à minha melhor amiga Cristiana que para minha grande surpresa e dela, a mãe tinha a deixado ir, também. “ Óbvio que as nossas mães combinaram, só pode! Não interessa, vão ser as duas melhores semanas da minha vida!”
Já tinha passado uma semana. E amanhã de manhãzinha as 4h da manha tinha de me levantar para estar no aeroporto para chegarmos por volta das 8/9h a Londres. “Mais um sonho que se vai tornar realidade” foi o meu último pensamento de hoje antes de entrar na aventura que iria ser amanhã.

-Olá Cristiana, tu parece que só dormis te uma hora, rapariga.- Disse eu a rir-me, embora eu não tinha dormido muito a felicidade que eu sentia era demasiada para me deixar meia morta de sono.
-Foi quase. Estive até à uma a fazer o resto da mala e só dormir três horas. Só me apetece mesmo é ir dormir agora.
-Oh, deixa lá, dormes um nico no avião e ficas como nova.- Disse eu a sorrir para ver se a tirava daquele estado hipnótico, parecia.
-Já soubes te que vem dois rapazes de fora do instituto?- Ela quando me fez esta pergunta parecia que já tinha acordado. “És muito espertinha Cris” pensei a rir-me. Nós juntas era diversão toda a noite, a não ser que eu adormece-se o que acontecia até bastantes vezes.




Capítulo 1


Faltavam 3 semanas para o início das aulas e visto que ia mudar de escola, a minha mãe insistiu em irmos visitar o colégio para onde iria passar os próximos 3 anos de secundário, sim um colégio pois ela dizia que eram os 3 anos mais importantes da minha vida e que era importante eu estar concentrada e conseguir boas notas.
Bem fui visitar o colégio, nada de especial… só o facto de ser mesmo pequeno, o que até era bom pois iria ser acolhedor e provavelmente toda a gente se iria conhecer nem que fosse de vista.
Vim embora e estavam duas pessoas a chegar, se calhar, também para conhecer o colégio, não sei, mas à medida que eu ia embora, avançado em relação a eles, consegui distinguir um rapaz e uma rapariga muito sorridentes e amiguinhos entre si, provavelmente eram namorados...
À medida que me aproximei pareciam irreais, não que fossem bonitos por aí além, mas ela até era, mas pareciam muito desconfortáveis à medida que nos aproximávamos deles, pareciam começar a se sentirem pressionados… se calhar porque eu ainda não tinha parado de os seguir com o olhar. Pensei para mim: “ Boa Oceana, não paras de lhes mandar um olhar de perseguição e ainda por cima eles é que te parecem esquisitos, és mesmo espertinha!”
E estava tao distraída que deixei cair o meu telemóvel, pois eu ando sempre com o telemóvel e quase sempre com ele na mão, e já estava eu a abaixar me para ir buscar o telemóvel quando ele já não estava lá e sim na mão do rapaz. Mesmo antes de olhar para ele, olhei para a rapariga e essa deitou me um olhar de desprezo, não percebi porquê, mas para tentar apanhar melhores ondas vi a pessoa à minha frente. Essa pessoa de olhos cinzentos que estava à minha frente acalmou-me, fez me sentir mais segura sobre mim mesma e… quase que estava a segurar o telemóvel à meio minuto. “Espetacular, deixa-o segurar o telemóvel até ele perceber que estas toda tolinha por cause ele, pega lá mas é o telemóvel!”
-Brigada, sou mesmo distraída, brigada!- Disse toda nervosinha. Ele riu-se, e entregou-me o telemóvel.
-Não há problema, acontece.- Respondeu.
-Pois, mas a mim parece que é sempre, fogo.- Disse mais para mim do que propriamente para ele ouvir mas ele ouviu e riu-se e depois ficou a sorrir para mim, eu estava envergonhada mas feliz pela atenção daquele desconhecido, e depois a namoradinha dele, chamou-o toda chateada.
Por esta altura olhei para o carro, e como já suspeitava a minha mãe estava lá dentro. Fui ter com ela, entrei no carro e nem tinha fechado a porta ela já me estava a perguntar o nome do rapaz. E fiquei parva comigo mesma. “ Estavas toda entretida a fazer figuras tristes que nem perguntas te o nome. Perfeito! …E se eu voltasse atrás e inventasses qualquer coisa …?”












Digam-me o que acham p.f. :))

Personagens :))

Bem pessoal, vou começar aquela história que vos tinha andado a prometer. Ganhei coragem e já  ando agarrada a escrever o mais que posso, pois nos próximos dias não irei cá estar. Vou vos dar a conhecer as personagens, que são bastantes, e que irão ao longo da história aparecer ;))
À medida que elas aparecerem na história, eu venho aqui e faço um pequeno resumo da personagem :p



































 Esta é a Oceana, a personagem principal desta história que vai girar à volta da sua vida :)
Ela é bastante bonita mas mesmo assim é bastante insegura sobre si própria. É tímida mas gosta de se divertir quando já se sente à vontade com as pessoas à sua volta. Quem não a conhece pode la achar estranha visto que algumas atitudes dela, muitas vezes não são bem pensadas.
Embora tenha bastantes pensamentos atrevidos, ela é bastante controlada devido à maneira um bocado rigorosa que os seus pais exigem dela. Podem pensar que talvez é um pouco mimada mas é simplesmente a maneira de ela ser.























Esta é a Cristiana. É a melhor amiga da Oceana, e é mais confiante e intuitiva que a principal. Prefere se divertir do que se martirizar ou se responsabilizar por não ter aproveitado a vida, embora tenha plena consciencia do que faz.
Cris e Oceana são como irmãs e contam uma com a outra para tudo. Ajudam-se mutuamente e superm diferentes fases juntas.
























Este é o Rui e à medida que o conhecemos é um rapaz bastante simpático querido e divertido. Dá-se bem com toda a gente e vai se apaixonar pela Oceana enquanto estes estão em Londres.


















Este é o Filipe, é o irmão do Rui e vai andar metido com a Cristiana, embora ele tenha uma maneira esquisita de pensar a Cristiana sentesse intrigada por este.