quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Capítulo 1


Faltavam 3 semanas para o início das aulas e visto que ia mudar de escola, a minha mãe insistiu em irmos visitar o colégio para onde iria passar os próximos 3 anos de secundário, sim um colégio pois ela dizia que eram os 3 anos mais importantes da minha vida e que era importante eu estar concentrada e conseguir boas notas.
Bem fui visitar o colégio, nada de especial… só o facto de ser mesmo pequeno, o que até era bom pois iria ser acolhedor e provavelmente toda a gente se iria conhecer nem que fosse de vista.
Vim embora e estavam duas pessoas a chegar, se calhar, também para conhecer o colégio, não sei, mas à medida que eu ia embora, avançado em relação a eles, consegui distinguir um rapaz e uma rapariga muito sorridentes e amiguinhos entre si, provavelmente eram namorados...
À medida que me aproximei pareciam irreais, não que fossem bonitos por aí além, mas ela até era, mas pareciam muito desconfortáveis à medida que nos aproximávamos deles, pareciam começar a se sentirem pressionados… se calhar porque eu ainda não tinha parado de os seguir com o olhar. Pensei para mim: “ Boa Oceana, não paras de lhes mandar um olhar de perseguição e ainda por cima eles é que te parecem esquisitos, és mesmo espertinha!”
E estava tao distraída que deixei cair o meu telemóvel, pois eu ando sempre com o telemóvel e quase sempre com ele na mão, e já estava eu a abaixar me para ir buscar o telemóvel quando ele já não estava lá e sim na mão do rapaz. Mesmo antes de olhar para ele, olhei para a rapariga e essa deitou me um olhar de desprezo, não percebi porquê, mas para tentar apanhar melhores ondas vi a pessoa à minha frente. Essa pessoa de olhos cinzentos que estava à minha frente acalmou-me, fez me sentir mais segura sobre mim mesma e… quase que estava a segurar o telemóvel à meio minuto. “Espetacular, deixa-o segurar o telemóvel até ele perceber que estas toda tolinha por cause ele, pega lá mas é o telemóvel!”
-Brigada, sou mesmo distraída, brigada!- Disse toda nervosinha. Ele riu-se, e entregou-me o telemóvel.
-Não há problema, acontece.- Respondeu.
-Pois, mas a mim parece que é sempre, fogo.- Disse mais para mim do que propriamente para ele ouvir mas ele ouviu e riu-se e depois ficou a sorrir para mim, eu estava envergonhada mas feliz pela atenção daquele desconhecido, e depois a namoradinha dele, chamou-o toda chateada.
Por esta altura olhei para o carro, e como já suspeitava a minha mãe estava lá dentro. Fui ter com ela, entrei no carro e nem tinha fechado a porta ela já me estava a perguntar o nome do rapaz. E fiquei parva comigo mesma. “ Estavas toda entretida a fazer figuras tristes que nem perguntas te o nome. Perfeito! …E se eu voltasse atrás e inventasses qualquer coisa …?”












Digam-me o que acham p.f. :))

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